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Fecho do mês em 3 dias: o que automatizar e por que ordem

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O fecho do mês demora 8 a 12 dias porque o mês só começa a fechar-se no dia 1. Os cinco blocos do fecho, a ordem certa para os automatizar (documentos, reconciliação, acréscimos, reporting), as métricas que interessam e um caso em que 5 dias passaram a horas.

Quando perguntamos a uma equipa financeira quanto demora o fecho do mês, a resposta honesta costuma ser entre 8 e 12 dias úteis. Não é falta de gente nem de ERP. É que o mês só começa a fechar-se no dia 1. Este artigo divide o fecho em blocos, explica a ordem certa para os automatizar e o que medir para saber se está a resultar.

Porque o fecho demora 8 a 12 dias

O fecho do mês é a soma de tudo o que ficou por fazer durante o mês: faturas por lançar, movimentos de banco por explicar, acréscimos por calcular, mapas por preencher. Quando isso se acumula, o dia 1 começa com uma fila. E a fila tem dependências: não se reconcilia o banco sem as faturas lançadas, não se fecham os custos sem o banco, não há relatório sem os custos.

Os dias não se perdem em contabilidade difícil. Perdem-se em copiar, procurar e esperar.

Anatomia do fecho: os 5 blocos

  1. Documentos. Faturas de fornecedores, notas de crédito, despesas, recibos verdes. Recolher, classificar, lançar.
  2. Banco. Reconciliar todas as contas, explicar diferenças, lançar comissões e taxas.
  3. Acréscimos e diferimentos. Custos do mês sem fatura, rendas e seguros repartidos, especialização de proveitos.
  4. Conferências. Saldos de clientes e fornecedores, contas de terceiros, IVA, existências onde se aplica.
  5. Reporting. Demonstração de resultados, centros de custo, orçamento contra realizado, tesouraria.

A ordem certa para automatizar

A tentação é começar pelo reporting, porque é o que a gestão vê. É a ordem errada: um relatório automático em cima de dados que entram a mão continua atrasado. A ordem que resulta segue as dependências:

  1. Faturas de fornecedores. É o maior volume e o que alimenta tudo o resto. Lançadas no dia em que chegam, com validação contra encomenda e fila de exceções.
  2. Reconciliação bancária. Diária em vez de mensal. No dia 1 o banco já está explicado.
  3. Acréscimos e diferimentos por regra. Contratos recorrentes (rendas, seguros, avenças) especializados automaticamente. Só os casos novos pedem decisão.
  4. Conferências automáticas. Saldos que não batem certo aparecem como alertas durante o mês, não como descobertas no fecho.
  5. Reporting no dia 1. Quando os quatro blocos anteriores correm todos os dias, o relatório do mês é uma consequência, não um projeto.

Fecho contínuo: o mês fecha-se todos os dias

O objetivo não é fazer os 10 dias mais depressa. É não os ter. Fecho contínuo significa que a cada dia o mês está fechado até ontem: documentos lançados, banco reconciliado, acréscimos calculados. No fim do mês sobra validar, ajustar dois ou três casos e assinar. É a diferença entre fechar em 3 dias e fechar em 10, com a mesma equipa e o mesmo ERP.

As três métricas que interessam

MétricaComo medirOnde deve chegar
Dias para fecharDo último dia do mês ao relatório validado.3 dias úteis ou menos.
Lançamentos automáticosPercentagem de documentos que entram no ERP sem toque humano.Acima de 60% no primeiro trimestre; acima de 90% em tipos de documento estáveis.
Exceções por mêsDocumentos e movimentos que pediram decisão humana, com o motivo.A descer todos os meses. Se sobe, há uma regra por afinar.

Caso real: de 5 dias para horas

Num escritório de contabilidade português, o fecho de cada cliente demorava 5 dias úteis e envolvia 7 pessoas. Com faturas, reconciliação e comissões a correrem por cima do ERP, o fecho passou a horas, a equipa passou a 1 supervisora e libertaram-se mais de 200 horas por mês. As 6 pessoas foram realocadas para trabalho fiscal e de aconselhamento. Para grupos de restauração, com várias lojas e vários TOC, há uma variante deste caminho em fechar o mês em 2 dias com 5 lojas.

O que não automatizar

  • A validação final. Alguém assina o fecho. A automação prepara, não assina.
  • Decisões de política contabilística. Provisões, imparidades, critérios de especialização novos. Isso é do TOC e da gestão.
  • O que ainda não está definido. Se a regra não existe em lado nenhum, primeiro escreve-se a regra, depois automatiza-se.

Quanto custa

O primeiro bloco (faturas ou reconciliação) é um projeto focado de 3 a 4 semanas. O departamento completo, com contas a pagar e a receber e tesouraria a 30 dias, é a camada operacional de Flowzi Finance, com bandas em preços. O diagnóstico de 7 dias é gratuito e devolve o mapa do teu fecho: onde estão os dias e qual o bloco que os desbloqueia.

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Perguntas frequentes

O que é fecho contínuo?

É deixar de acumular o trabalho do mês para o dia 1. Faturas lançadas quando chegam, banco reconciliado todos os dias, acréscimos calculados por regra. No fim do mês falta validar, não fazer.

Consigo fechar em 3 dias com o ERP que tenho?

Sim, se os blocos que hoje são manuais passarem a correr por cima dele. O PHC, o Primavera e o Sage continuam a ser o sistema de registo. O que muda é quem lança e quando.

O TOC continua a ser preciso?

Sim. O TOC valida, assina e responde perante a AT. O que deixa de fazer é lançar documentos à mão e explicar movimentos de banco um a um.

Por onde começar se só posso automatizar uma coisa?

Pelas faturas de fornecedores se o volume de documentos é o problema; pela reconciliação bancária se o fecho encalha no banco. O diagnóstico de 7 dias diz qual dos dois pesa mais na tua empresa.

Quanto tempo demora até o fecho melhorar?

O primeiro bloco automatizado entra em produção em 3 a 4 semanas e nota-se logo no fecho seguinte. O departamento completo leva 6 a 10 semanas, com entregas semanais.