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Faturas por loja: como uma cadeia de retalho sabe o custo e a margem de cada loja

Por · · 8 min de leitura · Finanças

Numa cadeia com várias lojas ou franchisados, as faturas de renda, energia, manutenção e fornecedores locais chegam misturadas, algumas ficam esquecidas numa gaveta da loja e o custo de cada loja só se conhece no fecho. Como se separa cada fatura pela loja certa, com aprovação do gerente e custo por loja todos os dias.

Uma cadeia com dez lojas não tem um problema de faturas. Tem dez, todos ao mesmo tempo, e mais um na sede que tenta juntá-los. A renda de uma loja, a eletricidade de outra, o canalizador chamado de urgência numa terceira e o fornecedor local que entrega fatura em papel ao balcão. Este artigo é sobre como cada uma dessas faturas chega à loja certa sem que ninguém as separe à mão.

O problema de uma cadeia: dez lojas, uma caixa de email

Na maior parte das cadeias de retalho, as faturas de despesa entram por três portas: o email da sede, o email de cada loja e o balcão. O resultado é sempre o mesmo:

  • A sede recebe faturas sem saber a que loja pertencem.
  • A loja recebe faturas que deviam ter ido para a sede e esquece-as numa gaveta.
  • O fornecedor que serve várias lojas envia uma fatura por loja, ou uma só com tudo junto.
  • O gerente não vê os custos da sua loja até alguém lhe mandar um mapa no mês seguinte.

O custo de uma loja é a base para decidir se ela se mantém, se muda de formato ou se fecha. Se esse número chega tarde ou errado, a decisão também.

Os custos que mais variam de loja para loja

As compras de mercadoria normalmente já passam pelo ERP com a loja certa, porque nascem de uma encomenda. O que fica disperso são os custos de funcionamento:

CustoComo chegaComo se identifica a loja
RendaFatura ou recibo mensal do senhorioContrato de arrendamento de cada loja
Eletricidade e águaFatura do comercializador, por instalaçãoCPE ou número de contador
Manutenção e reparaçõesFatura avulsa, muitas vezes em papelMorada do serviço ou pedido da loja
Limpeza e segurançaFatura mensal, por vezes agregadaLinhas da fatura por local
Fornecedores locaisPapel ao balcão ou email da lojaLoja que recebeu a entrega
TelecomunicaçõesFatura agregada com várias linhasNúmero de linha ou de serviço

Cada um destes custos tem um sinal que diz a que loja pertence. O trabalho manual está em procurar esse sinal fatura a fatura. É exatamente o que um sistema faz melhor, como se explica em centros de custo com classificação automática: aqui o centro de custo é a loja.

Faturas que chegam à loja e se perdem

A fatura entregue em papel ao balcão é a que mais vezes se perde, e é também a que mais vezes é paga duas vezes, porque o fornecedor a reenvia por email semanas depois. A solução não é pedir à loja que a digitalize ao fim do dia. É a pessoa que recebe a entrega tirar uma fotografia com o telemóvel no momento, que entra logo no circuito com a loja identificada. Quando o fornecedor reenviar a mesma fatura por email, o sistema reconhece-a como duplicada.

Aprovação pelo gerente de loja

Numa cadeia, quem sabe se uma reparação foi feita é o gerente da loja, não a sede. O circuito certo dá a cada gerente a lista das faturas da sua loja para aprovar, com limites:

  • Abaixo de um valor, o gerente aprova sozinho.
  • Acima desse valor, segue para a direção de operações.
  • Custos recorrentes e já contratados, como a renda, passam sem aprovação se o valor bater com o contrato.

O financeiro deixa de andar atrás de confirmações e passa a ver só o que sai fora do normal. É a mesma lógica de aprovação por unidade que usamos nos grupos hoteleiros, onde cada diretor aprova as faturas do seu hotel.

Custo e margem por loja, todos os dias

Com cada fatura classificada pela loja no dia em que chega, o custo de cada loja deixa de ser um número do fecho e passa a estar sempre atualizado. Cruzado com as vendas que o programa de faturação já tem, dá a margem de contribuição por loja durante o mês, não depois dele. Permite ver cedo uma loja cuja energia disparou, uma manutenção que se repete ou uma renda que subiu sem ninguém reparar.

Franchising: os dois lados da mesma fatura

Numa rede de franchising o problema aparece duas vezes:

Do lado do franchisador

Separa por loja os custos que suporta nas lojas próprias e controla as faturas que emite aos franchisados, como royalties e contribuições para o fundo de publicidade, e se foram pagas.

Do lado do franchisado com várias lojas

Precisa de saber o custo de cada loja para perceber quais dão dinheiro, sem esperar pelo mapa mensal da contabilidade.

Erros comuns numa cadeia de lojas

  • Classificar por fornecedor em vez de por loja. Saber quanto se gastou com a empresa de manutenção não diz qual loja a chamou cinco vezes no mesmo mês.
  • Deixar as despesas partilhadas sem regra. Publicidade, software e serviços da sede repartidos de forma diferente todos os meses tornam as margens por loja incomparáveis.
  • Pedir à loja que lance faturas no ERP. O gerente deve aprovar, não digitar. Cada minuto ao computador é um minuto fora da loja.
  • Olhar para a margem só no fecho. Uma loja que começa a perder dinheiro em março e só é vista em junho já custou três meses.
  • Ignorar as rendas variáveis. Em centros comerciais, a renda pode ter uma parte indexada às vendas e encargos comuns que mudam. Se não se confere com o contrato, paga-se o que vier.

Por onde começar

Começa pelos custos com mais faturas por mês e mais lojas: energia, manutenção e fornecedores locais. O circuito de leitura e lançamento é o descrito em processamento automático de faturas de fornecedores, com a loja como primeira classificação. O diagnóstico de 7 dias é gratuito e conta quantas faturas por loja e quantas horas estão em jogo; as bandas estão em preços. Quando faz parte do departamento financeiro completo, é a camada Flowzi Finance.

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Perguntas frequentes

Como é que o sistema sabe a que loja pertence uma fatura?

Pela morada de fornecimento, pelo código de cliente que o fornecedor atribui a cada loja, pelo CPE da eletricidade ou pelo contrato de renda. Quando nenhum destes sinais existe, usa o histórico do fornecedor. Se a dúvida se mantiver, pergunta em vez de adivinhar.

E as faturas que o fornecedor entrega em papel na loja?

A equipa da loja tira uma fotografia no momento em que recebe a mercadoria e a fatura entra no mesmo circuito das que chegam por email. O papel deixa de ter de viajar até à sede para alguém o lançar.

Uma fatura pode ser dividida por várias lojas?

Sim. Uma fatura de manutenção, de publicidade ou de um serviço partilhado pode ser repartida por regras: partes iguais, área, faturação de cada loja ou percentagens fixas. A regra fica escrita e aplica-se sempre da mesma forma.

Funciona para uma rede de franchising?

Funciona dos dois lados. Do lado do franchisador, para separar por loja os custos que paga e as faturas de royalties e fundo de publicidade que emite. Do lado do franchisado com várias lojas, para saber o custo de cada uma sem esperar pela contabilidade.

Preciso de mudar o programa de faturação das lojas?

Não. O programa de vendas e o ERP ficam. A camada trata as faturas de compra e de despesa, classifica-as por loja e entrega-as ao ERP e à contabilidade já separadas.